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Irmãs Sacramentinas: presença secular em terras feirenses, construindo uma educação evangelizadora e uma evangelização que educa.

Por ocasião do Jubileu de Ouro de nossa Arquidiocese, a entrevistada deste mês é a Irmã Maria Salete, diretora do Colégio Padre Ovídio e representando as demais Irmãs Sacramentinas, que há 108 anos marca uma presença edificante em nossa cidade.

Quantos anos têm a Congregação das Religiosas do Santíssimo Sacramento? Quem fundoue quando?

A Congregação das Religiosas do SS. Sacramento tem 296 anos, fundada em 30/11/1715 pelo Bem aventurado Padre Pierre Vigne, na França.

O que Padre Vigne representa para a Congregação das Religiosas do Santíssimo Sacramento?

Para a Congregação o Padre Vigne representa a expressão mais viva de Jesus no chamado que Ele faz a cada uma de nós para realizar o seu projetro do “Vem e Segue-me”. Ele representa ainda, toda forma de ardor missionário, no amor à Igreja, no compromisso de vivência da Palavra de Deus e no serviço às crianças, aos jovens, às famílias, especialmente os mais pobres e excluídos. Exemplo de vida apostólica missionária, ardoroso devoto de Nossa Senhora, seguidor das pegadas de Jesus como era conhecido: o “caminheiro de Jesus”. Sua vida espiritual é modelo para as suas seguidoras e por nos deixar como patrimônio o que há de mais forte e belo na vida da Igreja: Jesus como centralidade na Cruz e na Eucaristia. (Foi Beatificado pelo Papa João Paulo II, em 04/10/2004, para alegria nossa e de toda a Igreja.)

Qual o ideal educativo e missionário legado pelo seu fundador?

Ele parte do princípio de que toda pedagogia educativa fundamenta-se no amor e a vida missionária se alicerça na Palavra de Deus. Infunde em nossos corações aquela convicção de que, qualquer que seja a situação pessoal de cada uma, somos missionárias.

Qual a missão e o carisma desta Congregação?

O Padre Vigne impelido pelo Espírito reuniu-nos para contemplar e adorar Jesus no Mistério da Cruz e da Eucaristia e para servi-Lo na Igreja e no mundo. É missão da Congregação evangelizar, educar, promover, intregrar forças para contribuir na construção do reino, tendo uma atenção especial voltada para os mais carentes da sociedade, pois “não há nada de verdadeiramente humano que não encontre ressonância em nossos corações.” Onde se faça necessário a nossa presença como testemunho de fé, comunhão fraterna e serviço, lá devemos estar expressando a nossa espiritualidade eucarística. Somos dessa modo associadas ao Mistério Pascal para a glória de Deus e a salvação dos irmãos.

Em 1903, foram enviadas para o Brasil 5 Irmãs Sacramentinas que aportaram em Salvador, iniciando em terras brasileiras uma bonita ação missionária e educadora. E em Feira de Santana quando e como começou a história das Sacramentinas?

Há 108 anos atrás, impulsionada pela chama que ardia nos seus corações, 5 mulheres corajosas, destemidas e ardorosas tiveram a audácia de se lançar em terras do além mar, para plantar a semente geradora de vida. Aqui chegaram. O calor do coração feirense tão caracterizado pela amizade, pela presença, pela nobreza de sentimentos, abrasava o coração daquelas pioneiras que deixando a pátria, costumes e tradições, avançavam para águas mais profundas com um desejo: “fazer Jesus Cristo conhecido, amado, adorado e servido. Festivamente, pisaram no dia 12 de abril de 1903 neste solo quando carinhosamente acolhidas, receberam as chaves do Asilo Nossa Senhora de Lourdes o qual funcionava em outro prédio, e ali inciaram a sua missão, a de dar continuidade à educação de crianças orfãs e carentes, escrevendo uma nova página da história da Congregação. O ardor apostólico missionário do nosso fundador continua vivo no coração de todas nós, que fazemos o hoje, na visão de um mundo sonhado por Deus: edificar, dignificar, amar.

Qual a relação da Congregação com a cidade de Feira de Santana ao longo destes anos?

A nossa história se mistura com a história de Feira de Santana, a cidade acolhedora. Nossas Irmãs que aqui chegaram rasgaram horizontes e deram um grande contributo na semeadura da Palavra de Deus, na formação de muitas gerações, no serviço aos irmãos. Partindo da acolhida e formação integral desde 1903 até os nossos dias, beneficiando inúmeras famílias em suas necessidades; serviço à comunidade feirense e dos arredores no Hospital Dom Pedro de Alcântara que logo após a sua construção foi entregue às Irmãs para cuidar da administração e do serviço aos enfermos (Outubro de 1903); Instalação e inauguração do Colégio Padre Ovídio em 1962 para o curso ginasial e mais tarde o Curso Normal formando um grande número de “professoras para o
atual Fundamental I até 1971. Em 2000 foi iniciado o Ensino Médio. Ao longo desses 108 anos até hoje, milhares de famílias feirenses foram nossos parceiros nesta missão de acolher, educar, anunciar o bem, construir a paz, promover a civilização do amor.

Quem está a frente da direção do colégio em nossa cidade? Este colégio tem uma tradição na história de nossa cidade. Fale-nos um pouco sobre isso.

Atualmente é dirigido por Ir. Maria Salete dos Santos e Irmã Maria Leolina de Jesus Silva, vice-diretora em união com a comunidade de Irmãs a serviço da comunhão. No dia 19 de março o Colégio Padre Ovídio completou 49 anos de tradição no campo da educação e contribuição social. No inicio da implantação só recebia estudantes do sexo feminino, nos anos 90 passou a receber alunos de ambos os sexos. Em 2000 com a implantação do Ensino Médio, e com a maior utilização dos novos recursos tecnológicos, o colégio aumentou sua credibilidade na sociedade feirense e cidades vizinhas. Hoje possui mais de 1600 alunos, com um índice de 80% de aprovação nos vestibulares das principais universidades, conforme nos afirma o Prof. Walter Filho, coordenador pedagógico do Ensino Médio.

As Obras Sociais e Paroquiais complementam o empenho educativo dos Colégios. Em relação a isso descreva quais as atividades desenvolvidas pela Congregação.

A Congregação presente nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Pará e São Paulo, fiel ao espírito do seu fundador mantém viva as marcas da educação, do engajamento na Igreja e da responsabilidade social atuando nos colégios, paróquias e obras sociais. Em nossa cidade, as Sacramentinas mantém o trabalho soclal com as alunas internas no Colégio Padre Ovídio visando uma formação intelectual, moral, religiosa e social e com o Dispensário Santana, hoje considerado um complexo integrado de evangelização, educação, saúde e promoção humana. Suas metas prioritárias: - atendimento a crianças e jovens carentes em situação de risco e vulnerabilidade social e acompanhamento as famílias em suas necessidades básicas. - acolhimento a pessoas idosas, carentes em regime de internato e o centro médico odontológico aberto a toda comunidade carente. Em outros lugares, atividades paroquiais e educativas dão sustentabilidade aos princípios da evangelização, marca essencial que nos deve caracterizar como Sacramentina.

Quando as Irmãs Sacramentinas aqui se instalaram as dificuldades eram muitas. Tudo era muito difícil... E hoje? Qual a maior dificuldade enfrentada por vocês?

Diante dos desafios da pósmodernidade de uma sociedade complexa que nos envolve, percebemos os conflitos éticos, morais, sociais e familiares que interferem na nossa ação educativa. Contudo, acreditamos nos sinais de esperança que permeiam a nossa realidade. Confiamos na presença construtiva e participativa de tantas gerações, alunos, ex-alunos, famílias, professores, funcionários e amigos que se irmanam conosco para a construção dessa história que na sociedade hoje faz a diferença. Continuamos caminhando com fé e coragem, mantendo os olhos fixos na proposta de Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida.”

Em 2012 nossa Arquidiocese estará completando o seu Jubileu de Ouro - cinquenta anos de criação e instalação – Esta é uma data bastante significativa para a nós. Qual a mensagem que as irmãs Sacramentinas deixam para a população de Feira de Santana?

O momento da Celebração do 50º aniversário da Arquidiocese de Feira de Santana é um momento de profunda ação de graças a Deus. 50 anos reavivando o dom de Deus em cada um que faz esta Arquidiocese ser presença de fé, de construção do Reino, integrando irmãos em Cristo, celebrando laços de unidade e comunhão, compartilhando a esperança e o amor na missão evangelizadora a ela confiada. 50 anos testemunhando o que o Papa João Paulo II escreveu para o mundo: “A Eucaristia constrói a Igreja e a Igreja vive da Eucaristia.” Portanto, uma arquidiocese que se sustenta da Eucaristia, tornandose expressão viva da presença de Deus na vida de seu povo, sinal de comunhão fraterna que agrega e une, anúncio da Boa Nova que liberta e salva. Nós, Irmãs Sacramentinas, nos sentimos felizes de estarmos inseridas nesta história de fé, de serviço e amor nestas cinco decadas onde a Igreja em Feira de Santana é anunciadora do bem, instrumento de reconciliação e paz, comunidade missionária, dinâmica e atuante. Intensamente nos alegramos e rendemos graças a Deus pela ação do Espírito na condução dessa Igreja confiada ao nosso pastor Dom Itamar Vian que com tanta solicitude, firmeza e bondade abraça o seu rebanho e faz dessa Igreja uma casa e escola de comunhão. Que Senhora Santana, continue abençoando, protegendo e acolhendo no seu coração maternal os filhos desta arquidiocese que lhes são confiados.

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