33º Domingo do Tempo Comum

O 33° Domingo do Tempo Comum, 15 de novembro de 2020, Dia Mundial dos Pobres, foi celebrado, na Catedral de Sant’Ana, com as Santas Missas das 07, 10 e 17h, presididas pelo Arcebispo Emérito Dom Itamar Vian, pelo Pároco Arivaldo Aragão e pelo Arcebispo Metropolitano Dom Zanoni Dementtino Castro, respectivamente. A celebração contou com a presença e colaboração de João Lucas Andrade e Ludmila Souza, os mais novos coroinhas da Catedral.

O lema bíblico escolhido pelo Papa Francisco para este Dia Mundial dos Pobres, bem como a liturgia deste domingo apresentam a proposta, como descrito na primeira leitura, do livro dos Provérbios: “Abre suas mãos ao necessitado e estende suas mãos ao pobre”. Ela impulsiona cada cristão a assumir a grave responsabilidade de ser, no tempo histórico em que vivemos, testemunha consciente, ativa e comprometida do projeto de salvação/libertação que Deus Pai tem para os homens.

O Evangelho apresenta dois exemplos opostos de como esperar e preparar a última vinda de Jesus. Louva o discípulo que se empenha em fazer frutificar os “bens” que Deus lhe confia; e condena o discípulo que se instala no medo e na apatia e não põe a render os “bens” que Deus lhe entrega. Por meio desta parábola, Mateus exorta a sua comunidade no sentido de estar alerta e vigilante, sem se deixar vencer pelo comodismo e pela rotina. Esquecer os compromissos assumidos com Jesus e com o Reino, demitir-se das suas responsabilidades, deixar na gaveta os dons de Deus, aceitar passivamente que o mundo se construa de acordo com valores que não são os de Jesus, instalar-se na passividade e no comodismo, é privar os irmãos, a Igreja e o mundo dos frutos a que têm direito.

O discípulo de Jesus não pode esperar o Senhor de mãos erguidas e de olhos postos no céu, alheio aos problemas do mundo e preocupado em não se contaminar com as questões mundanas. O discípulo de Jesus espera o Senhor profundamente envolvido e empenhado no mundo, ocupado em distribuir a todos os homens, seus irmãos, os “bens” de Deus e em construir o Reino aqui na Terra.

É preciso ter presente de que é com o nosso coração que Jesus continua a amar os publicanos e os pecadores do nosso tempo; é com as nossas palavras que Jesus continua a consolar os que estão tristes e desanimados; é com os nossos braços abertos que Jesus continua a acolher os imigrantes que fogem da miséria e da degradação; é com as nossas mãos que Jesus continua a quebrar as cadeias que prendem os escravizados e oprimidos; é com os nossos pés que Jesus continua a ir ao encontro de cada irmão que está sozinho e abandonado; é com a nossa solidariedade que Jesus continua a alimentar as multidões famintas do mundo e a dar medicamentos e cultura àqueles que nada têm. Nós, cristãos, membros do “corpo de Cristo”, que nos identificamos com Ele, temos a importante responsabilidade de O testemunhar e de deixar que, através de nós, Ele continue a amar os homens e as mulheres que caminham ao nosso lado pelos caminhos do mundo.

Endossando a mensagem contida na Sagrada Liturgia, durante a celebração das 17h, concelebrada por Pe Ary, o Reverendíssimo Arcebispo Metropolitano, Dom Zanoni Dementtino Castro afirmou: “Hoje a Igreja é chamada a compreender o mundo, a transformação da sociedade, a construção da justiça e da paz, tendo presente os pobres.” O Arcebispo destacou também que, neste dia de Eleição dos novos governantes municipais, temos a oportunidade, por meio do voto, de construir esse mundo de justiça e paz, pois “a Igreja há muito tempo compreende que a política não é uma realidade má, mas é a maneira mais eficaz de cuidar e zelar dos pobres.”

“Rezemos pelo nosso país, por cada um dos nossos municípios, para que cresça em nós, em nossas comunidades, sobretudo, aquelas que têm fé, a corresponsabilidade de gestação de um mundo de paz”, conclamou Dom Zanoni.

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