Decreto sobre o tempo de Pandemia do Covid-19 – 18 de Março de 2020

DECRETO EPISCOPAL A RESPEITO DAS CELEBRAÇÕES E SACRAMENTOS EM DEFESA DA VIDA E PREVENÇÃO DO COVID-19 

“Ele tomou sobre si os nossos sofrimentos e sobre suas costas carregou as nossas dores” (Is. 53,4).  

É com espírito de serenidade e oração que me dirijo e saúdo a todos os fiéis da Arquidiocese de Feira de Santana, e faço minhas as palavras do Apóstolo Paulo, “por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Cor. 4, 16-18).

A Arquidiocese de Feira de Santana, ao longo destes últimos dias, tem tomado algumas medidas necessárias no enfrentamento do coronavírus (COVID-19), de maneira especial no que diz respeito às celebrações eucarísticas: omitir o abraço da paz, não dar as mãos na oração do Pai Nosso e, ao comungar, receber a hóstia na mão. Foi instituída uma comissão, formada por profissionais de saúde e membros do nosso clero, para orientar as pessoas e comunidades sobre as medidas importantes a serem postas em prática por todos, no enfrentamento do coronavírus. Ocorre que, diante dos recentes decretos do Município e do Estado, tendo em vista a saúde das pessoas, sobretudo daquelas mais vulneráveis, fazemos saber que as orientações da Arquidiocese de Feira de Santana, a serem seguidas por todos os fiéis, sobre as missas, sacramentos e demais atividades religiosas são as seguintes:

1. Ficam suspensas, por 30 dias, a partir da data deste decreto, todas as atividades nas paróquias, inclusive as missas, mutirão de confissões, via-sacra e outras manifestações da religiosidade popular, bem como todos os sacramentos com presença de público;

  1. A visita, para levar a comunhão eucarística aos enfermos e pessoas idosas, seja pelos padres ou ministros extraordinários da comunhão, a administração da unção dos enfermos e exéquias, ficam suspensas;
  2. As igrejas e capelas ficarão abertas para o cuidado espiritual dos fiéis, (inclusive aos domingos e no Tríduo Pascal). Porém, é proibida a oração grupal, sendo permitida apenas a oração individual. A decisão sobre horários, fica a cargo de cada pároco ou os que a ele se comparam. Também os serviços

das secretarias paroquiais devem ser mantidos normalmente, com os devidos cuidados;

  • As igrejas e capelas sejam higienizadas adequadamente; 
  • Recomenda-se aos sacerdotes celebrar a missa pelo povo e fazer o esforço em transmiti-la, via redes sociais e/ou plataformas digitais, tendo em vista a manutenção da fé de sua comunidade paroquial; incentivar a leitura orante da Palavra de Deus, rezar o rosário e as outras devoções piedosas à Virgem Maria, em casa;
  • Recomenda-se aos fiéis que, através da televisão, do rádio ou das redes sociais, possam acompanhar as celebrações eucarísticas ou outras, fazendo a comunhão espiritual (por desejo), sem prejuízo para o preceito dominical;
  • Recomenda-se aos fiéis que, por meios diversos, não deixem de devolver o dízimo e as ofertas, quais sinais de pertença, bem como zelo pelo e compromisso com as despesas correntes da estrutura paroquial. Nestes momentos, a partilha torna-se, mais ainda, um sinal de fraternidade cristã. 

Este decreto fica valendo a partir desta data de hoje, 18 de março de 2020 e deve ser observado por todas as paróquias da Arquidiocese de Feira de Santana, tendo em vista que os municípios que formam a Arquidiocese têm uma intensa relação com a cidade de Feira de Santana, para onde todos os dias milhares de fiéis, pessoas vindas de todas as paróquias, retornam para suas cidades e podem espalhar o vírus. Nossa orientação visa evitar que sejam as atividades religiosas este espaço de contágio. No mais, roguemos à Santa Mãe de Deus, padroeira do nosso país, que este momento passe o mais rápido, com o menor prejuízo humano possível e à Senhora Sant’Ana, que nos ensine caminhos de humildade, serenidade e resiliência.

Dado e passado na Cúria Arquidiocesana em 18 de março de 2020.

CUMPRA-SE.

ARQUIVE-SE

+ Dom ZanoniDemettino Castro

Arcebispo de Feira de Santana

 

 

 

 

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